AS ANDORINHAS
Desde
menina as andorinhas me fascinam. Adoro olhá-las no voo rasteiro, no bater de
asas tão leve, na maneira de sobrevoar nossas casas como se nos acariciasse com
asas invisíveis muito maiores do que as verdadeiras.
É
assim que sinto, como se elas me envolvessem num abraço.
Consigo
passar horas inteiras observando-as em seus vôos.
Aqui
em nossa casa elas costumam estar sempre por perto, ora fazendo ninhos em nosso
telhado, hora descansando nos fios.
Ou
simplesmente voando, sobrevoando. Cobrindo com sua graça as nossas tardes.
Ontem
aconteceu algo que simplesmente me emocionou quase às lágrimas.
Já
me acostumei com o beija-flor que adentra em nossa sala e com os sanhaços que
frequentam a nossa árvore, com os pardais que nos acordam todas as manhãs e com
o voo das andorinhas.
Mas
ontem uma andorinha entrou em nossa sala e saiu depressa para entrar novamente
acompanhada e mais uma vez entrar. Elas voavam tão baixo que quase roçavam
nossa mesinha de centro.
Tive
até medo que o Mike, nosso cão a caçasse.
Graças
a Deus ele não fez isso, porque é um maroto e volta meia mata uma pássaro.
O
casal de andorinhas têm filhotes sobre o telhado da nossa cozinha e elas estão
o tempo todo sobrevoando o nosso jardim.
São
tão lindinhas, adoro-as.
sonia delsin

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