domingo, 18 de maio de 2014



VESTÍGIOS

Não era preciso que eu procurasse.
Eles se evidenciavam.
Apareciam destruindo todos os meus sonhos.
Eu não podia ignorar o que estava diante de meu olhar.
Então eu soube que o tempo que fora reservado para nós dois tinha se acabado.
Falo isso sem dor agora.
Porque tudo já faz parte do passado.
Há horas que as lembranças chegam.
Então recordo alguém que vive a afirmar.
Devemos ter mais sonhos que lembranças.
Procuro apagá-las todas e viver.
Que a vida é isso. Quando um sonho não pode se realizar por outro devemos trocar.
Vestígios são pegadas na areia.
O vento leva, o vento apaga.
Apaga tudo o vento... até os vestígios que machucaram meu coração.

sonia delsin

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