AS ARTES DOS
OUTROS
Ele
se divertia com as artes dos outros. Deus, como os olhos dele brilhavam quando
via alguém aprontar alguma!
Desde
bebê ele já gostava de ver coisas erradas. E como ria!
Não
aprontava das suas, mas como gostava de ver alguém aprontando!
Cresceu
assim.
Raramente
precisei ralhar com ele por ter feito alguma coisa errada, mas também quando o
fazia era mesmo para arrasar.
Como
aquela vez que colocou o som da TV no último volume no dia em que uma pessoa
que nos visitava conversava muito alto.
Ou
quando deu uma espadada no bumbum de um velho chato que sempre nos visitava em
horas inconvenientes e não se tocava que sua visita era indesejável em nossa
casa.
sonia delsin

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