domingo, 18 de maio de 2014



PAI... EU VI...

Eu estava desesperada naquela hora.
Via-me perdida num labirinto.
Qual seria o caminho ideal?
Eu me perguntava todo o tempo.
Estava sofrendo.
Querendo colo.
Querendo uma mão para afagar os meus cabelos.
Uma palavra.
Querendo aconchego.
De olhos fechados eu vi a sua imagem sorrindo...
Um sorriso que eu soube entender.
Você me viu a sofrer e veio me ver.
Veio me dizer.
Seu olhar me dizia: Calma, tudo vai se acertar. Não desanime. Não vá tudo estragar.
Era um sorriso terno, doce. Tão diferente.
Era mesmo um sorriso especial.
Chegava a ser angelical.
Continuei de olhos fechados e guardei com todo o carinho do mundo o seu sorriso no meu peito.
Eu sabia que ainda haveria dificuldades em meu caminho, mas eu tinha meu talismã: seu sorriso.
Aconteceu há alguns dias, mas a sensação não se perde entre os senões.
Ela está ali e sempre que preciso eu a busco.
Está sempre ao meu alcance.
É um farol guiando o meu destino agora.
Pai, eu sei que na verdade você nunca foi embora.

sonia delsin

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