PAI... EU VI...
Eu estava
desesperada naquela hora.
Via-me perdida
num labirinto.
Qual seria o
caminho ideal?
Eu me perguntava
todo o tempo.
Estava sofrendo.
Querendo colo.
Querendo uma mão
para afagar os meus cabelos.
Uma palavra.
Querendo
aconchego.
De olhos
fechados eu vi a sua imagem sorrindo...
Um sorriso que
eu soube entender.
Você me viu a
sofrer e veio me ver.
Veio me dizer.
Seu olhar me
dizia: Calma, tudo vai se acertar. Não desanime. Não vá tudo estragar.
Era um sorriso
terno, doce. Tão diferente.
Era mesmo um
sorriso especial.
Chegava a ser
angelical.
Continuei de
olhos fechados e guardei com todo o carinho do mundo o seu sorriso no meu
peito.
Eu sabia que
ainda haveria dificuldades em meu caminho, mas eu tinha meu talismã: seu
sorriso.
Aconteceu há
alguns dias, mas a sensação não se perde entre os senões.
Ela está ali e
sempre que preciso eu a busco.
Está sempre ao
meu alcance.
É um farol
guiando o meu destino agora.
Pai, eu sei que
na verdade você nunca foi embora.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário