domingo, 18 de maio de 2014



FOGÃO A LENHA

Quando menina eu adorava no fogão a lenha me empoleirar.
Parecia uma macacaquinha.
Vivia artes a aprontar.
Nada parecia me amedrontar.
Sobre o fogão eu comia polenta assada e leite de cabra tomava.
De cócoras o fogo eu olhava.
Olhava e pensava.
Um dia vou crescer.
Esse fogão vai desaparecer.
E desapareceu mesmo.
Mas na neblina do tempo ele brinca comigo.
Ele aparece, desaparece...
Tem coisas que a gente nunca, nunca que esquece.
E estas lembranças o nosso coração aquece.


sonia delsin

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