FOGÃO
A LENHA
Quando
menina eu adorava no fogão a lenha me empoleirar.
Parecia
uma macacaquinha.
Vivia
artes a aprontar.
Nada
parecia me amedrontar.
Sobre
o fogão eu comia polenta assada e leite de cabra tomava.
De
cócoras o fogo eu olhava.
Olhava
e pensava.
Um
dia vou crescer.
Esse
fogão vai desaparecer.
E
desapareceu mesmo.
Mas
na neblina do tempo ele brinca comigo.
Ele
aparece, desaparece...
Tem
coisas que a gente nunca, nunca que esquece.
E
estas lembranças o nosso coração aquece.
sonia delsin

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