RECORDAÇÃO
A menina vestiu-se apressadamente e
parou no meio da sala esperando a aprovação da mãe.
Um toque final nos cabelos e uma
ajeitadinha nas meias.
¾ Você está
linda, meu bem!
Rodopiando ela saiu em direção ao
pequeno jardim quase trombando com o grande cão.
¾ Garoto, seu
maroto, fica no seu canto!
A mãe ficou à porta olhando a menina
estouvada no seu vestido branco, de mãos dadas com a irmã mais velha.
Já sabia de antemão que a caçula voltaria para casa com o vestido encardido,
com os laços todos desmanchados nos longos cabelos despenteados. Mas ainda era
uma menina!
Tratou de cuidar da vida.
A menina seguiu seu caminho até a
porteira fazendo estrepolias e a mana mais velha retrucando.
¾ Já vai chegar
toda suja na igreja.
¾ Que me importa?
Perto da porteira os primos com as mãos
sujas se aproximam.
As duas voltam para casa chorando.
A mãe quando as vê se surpreende:
¾ Até você, Ana Maria?
¾ Foram eles, mãe, de novo!
sonia delsin

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