AS TREVAS E A
LUZ
A mulher andava por um caminho estreito.
Trazia uma mágoa no peito.
Era o passado ali guardado.
Passado, pretérito, tempo passado.
Ela sentia o aroma das flores noturnas e buscava estrelas...
Estrelas que tinham se apagado.
Sobre sua cabeça... um céu que insistia em se manter negro.
Um negrume, uma dor...
Cadê o amor?
O luar... Cadê?
Cadê a lua refletida no lago?
“Estrela cadente me traz um presente”
Sentia-se tão decadente.
Buscando sinos que não repicariam nunca mais.
Foram demolidas todas as capelas, as catedrais...
As ruínas machucavam seu coração de menina.
Eis que de repente, do nada, podia ouvir um som.
O som distante de uma música...
Acordes de um violão...
Ó sim!
Ó não!
Ela já não tinha mais esperanças...
Murchava como flor jogada ao chão.
Acostumava-se com as trevas e surgia uma luz...
Vinha de longe, tão distante...
Naquele acorde tão perfeito ela encontrou um jeito
de não sofrer mais...
Podia de novo sonhar, apagar o velho
e imaginar!
A luz está lá... dependurada no tempo... e insiste em brilhar.
Basta estender a mão pra alcançar.
A mulher andava por um caminho estreito.
Trazia uma mágoa no peito.
Era o passado ali guardado.
Passado, pretérito, tempo passado.
Ela sentia o aroma das flores noturnas e buscava estrelas...
Estrelas que tinham se apagado.
Sobre sua cabeça... um céu que insistia em se manter negro.
Um negrume, uma dor...
Cadê o amor?
O luar... Cadê?
Cadê a lua refletida no lago?
“Estrela cadente me traz um presente”
Sentia-se tão decadente.
Buscando sinos que não repicariam nunca mais.
Foram demolidas todas as capelas, as catedrais...
As ruínas machucavam seu coração de menina.
Eis que de repente, do nada, podia ouvir um som.
O som distante de uma música...
Acordes de um violão...
Ó sim!
Ó não!
Ela já não tinha mais esperanças...
Murchava como flor jogada ao chão.
Acostumava-se com as trevas e surgia uma luz...
Vinha de longe, tão distante...
Naquele acorde tão perfeito ela encontrou um jeito
de não sofrer mais...
Podia de novo sonhar, apagar o velho
e imaginar!
A luz está lá... dependurada no tempo... e insiste em brilhar.
Basta estender a mão pra alcançar.
sonia delsin

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